Interestellar

Há tempos eu queria escrever sobre esse filme que eu tanto amo, mas não costumo escrever muito sobre filmes, principalmente tanto tempo depois do lançamento. Acho que na maioria dos casos, não se sobra muito pra falar. Ou você se apressa em tentar expressar uma opinião enquanto ele é notícia ou fica com as sobras quando todo mundo já viu e não quer mais saber…

Por outro lado, há filmes que realmente nos marcam e esses são os meus preferidos. Filmes que realmente nos fazem divagar sobre a vida e o futuro. E esses filmes custam a sumir das nossas mentes e parecem nos fazer brotar sentimentos diferentes a cada vez que o assistimos.

Obviamente que várias obras diferentes tocam corações ainda mais diversos e o que é sublime pra mim pode passar completamente despercebido pra outra pessoa. Além disso, nossa opinião muda muito nas diversas fases da nossa vida, ou mesmo de acordo com o nosso espírito ou pré-disposição à uma obra, ainda mais em tempos de internet e de enxurradas de opiniões que nos fazem duvidar das nossas próprias convicções.

Como você pôde perceber por essa tediosa introdução, esse não é um post curto e grosso sobre o filme também, mas sim, um “textão” sobre minha relação com essa obra e o que me faz gostar tanto dela e até mesmo sobre meu antigo filme preferido antes deste.

Quem me conhece sabe que sou simplesmente apaixonado por Matrix. Talvez pela idade com que assisti o filme no lançamento, talvez por ser igualmente apaixonado por tecnologia, ou por ele ter tanto a ver com games, talvez por tudo isso, mas simplesmente por quanto ele foi disruptivo e carregava o que pra mim torna uma ficção científica brilhante: a sua capacidade de ser “incontestável”. Sua história jamais poderá ser completamente negada ou provada e até cientistas sérios falam sobre vida em simulação.

A sua “apresentação em camadas” é simplesmente espetacular, agradando quem gosta de ação, de romance e propiciando diversos níveis de entendimento. Para mim ele foi o primeiro contato com “universos” criados sobre uma obra, com expansões da história e comunidades em torno. Hoje também bem sei que muitas dessas coisas (pra não dizer quase tudo), do culto, do enredo, do mistério em torno do universo, não foram tão originais assim (estou lendo Neuromancer), mas nada disso tira o seu brilho nem o seu mérito por ter sido um divisor de águas.

Partindo de Matrix, eu simplesmente comecei a consumir todas as obras vindas do irmãos (hoje irmãs) Wachowski. E embora “V de Vingança” seja simplesmente sensacional, suas obras foram decaindo de qualidade absurdamente, ao ponto de eu simplesmente odiar qualquer coisa que eles façam hoje em dia. Sense8 é pavoroso, me desculpem.

Pois bem, também não é por isso que Matrix perdeu o posto de meu filme favorito, e seu diretor, Chistopher Nolan, está obviamente e igualmente sujeito a tomar rumos ruins em sua carreira. Mas precisou surgir outro filme igualmente “mindblowing” para tomar o seu lugar em meu coraçãozinho nerd.

Eu simplesmente amo esse GIF e estou feliz de finalmente poder usá-lo.

🙂

Interestellar não tem esse poder todo ou a importância histórica pro cinema e pra ficção científica que Matrix tem, nem mesmo quaisquer semelhanças, ou sequer se apoia nas mesmas bases e estratégias (não há combate ou lutas nessa viagem espacial), mas compartilha o fato de ser uma ficção de grande apelo emocional e te fazer sentir pequeno. Ele é realmente emocionante e sim, eu choro pra cacete com ele!

O filme

Bom, vou tentar não dar spoiler nenhum, até por que, minha intenção é, quem sabe, convencer alguém ou mesmo lembrar alguém de assistir, caso já não o tenha feito. Embora isso tire bastante da graça e me limite bastante no que dizer, infelizmente.

Na história, o planeta Terra está morrendo e a humanidade procura uma solução, que passa por procurar um novo planeta para habitarmos e esse pano de fundo carrega uma história profunda, sobre uma das formas de amor mais bonitas que existem, o de um pai por sua filha e vice-versa.

Como se não bastasse lidar com essa forma tão sublime e especial de amor, ele se dispõe a sugerir em uma das falas que talvez o amor tenha um objetivo no universo…não se preocupe, você não vai identificar essa cena por ter lido isto, antes de vê-la.

Com um final muito controverso e até mesmo psicodélico, dividiu muitas opiniões e recebeu muitas críticas negativas por isso e foi então que me deparei com o vídeo abaixo e que me inspirou a escrever esse post.

Na entrevista concedida pelo popstar da física mundial, Neil deGrasse Tyson, fica fácil perceber como você pode sim respeitar o que foi feito, em vez de ficar se achando entendido do assunto e curtir uma obra que tenta imaginar o que nenhum ser humano sequer chegou perto de vislumbrar e quiça você passe a admirar o esforço desses artistas em tentar colocar em imagens o que faz parte apenas da imaginação, mesmo de grandes cientistas.

O filme tem um ar de esmero poucas vezes vista no cinema, não se deixando levar por artifícios comuns em nome do sucesso. É fácil imaginar um investidor pedindo ação ou lutas…de certo isso ocorreu…hehehe. A parte musical é igualmente fenomenal e eu escuto as músicas da trilha sonora até hoje.

É…

Talvez mais uma vez o meu texto não tenha conseguido realizar o que propus no início. Se resumindo como sempre, a servir como um diário, um baú de memórias para mim mesmo. Que me permita, assim como citei (agora assim fechei o arco :)) voltar aqui no futuro e tentar decifrar como eu me sentia sobre esse filme e como um olhar de outro tempo pode mudar tudo.

Dica: tempo tem tudo a ver com o roteiro também…não é perfeito esse filme?

Abraço

 

Assassins Creed – O Filme – A despedida do blog Fanboyzgames

Admito que minha expectativa baixa ajudou. Já costumo me portar assim em relação à maioria das coisas, é verdade, mas havia lido algumas coisas sobre o filme que haviam me assustado, do tipo “mais uma oportunidade perdida de se fazer um bom filme de games”. Mas a realidade é bem outra. Assassins Creed é um grande filme e sim, pode ser considerada a melhor adaptação de games para cinema da história (até aqui obviamente).

O filme é o que deve ser, uma grande peça de entretenimento com início, meio e fim em si, ou seja, não é necessário ser um fã ou mesmo conhecer os games para gostar do filme, embora logicamente, agregue bastante valor conhecer as nuances da história, facilita o entendimento e aumenta a diversão.

Ele consegue captar absolutamente e exatamente tudo que o jogo tem de melhor, ao contrário do que fizeram nos péssimos livros sobre a série que, simplesmente, ignoraram, os dois maiores trunfos da história: memória genética e a Maçã do Éden (pelo menos até os primeiros que tive o desprazer de comprar).

A história consegue ser diferente e ao mesmo tempo fiel a tudo que existe no jogo, cada sutil mudança foi perfeitamente colocada e apesar de machucar alguns coraçõezinhos nerds que escolhem focar em outra coisas do jogo e que adoram um mi-mi-mi (são bem vindos pra divulgar o filme também, ajuda muito), tudo encaixa-se muito bem no arco narrativo do filme e cria uma obra coesa, apesar do final pouco inteligente (que não vou comentar obviamente pra não spoilar).

Obrigado Ubisoft.

Que você tenha mentes brilhantes como essas por trás do filme pensando os próximos jogos que são mais sofríveis a cada ano.


Pode ser que você já tenha lido o post acima, embora é muito mais provável que não. Ele foi originalmente escrito por mim mesmo, para o meu antigo blog Fanboyzgames, em 12 de janeiro de 2017. Disponível aqui (só fiz umas revisões minúsculas para agora).

Decidi replicá-lo, pois sequer sei até quando este blog vai funcionar e também pois achei a oportunidade perfeita para, tanto fazer o backup do post, quanto atualizá-lo com notícias que vi essa semana sobre a repercussão do filme, bem como explicar minha história com o FBZ.

Fonte: https://jovemnerd.com.br/nerdnews/michael-fassbender-comenta-o-fracasso-de-assassins-creed/

O ator principal cita o “fracasso comercial” do filme e dá sua opinião sobre a obra. Não que eu esperasse que ele fosse um sucesso e que ganharia um Oscar, mas fiquei chateado pois imaginei vários Nerds “fazendo” o mundo dos games ser retratado no cinema como coisas simples e infantis novamente, como você pode ver no trailer e comentários do Jovem Nerd nos vídeos abaixo:

Tomb Raider tem tudo pra ser um ótimo filme também, mas já começa mal, tratando seu público de forma simplista. Veremos…

Sobre o FBZ, ou Fanboyzgames, como o chamávamos, foi um blog de games criado por mim e meu amigo Marcos Alves. No início, a ideia era reunir a turma para algumas partidas de Battlefield 3 e de quebra eu poder exercitar minha escrita e experimentar esse mundo “blogueiro”. Contudo, podemos perceber o quanto é árduo esse trabalho e conseguir cliques requer um alto investimento e principalmente tempo.

Sendo assim, mudamos de ideia, eu criei esse meu novo blog, onde não foco a audiência mas pratico minha expressão e crio um portfólio só meu e ele decidiu seguir com o nomes (abreviado para FBZ), mas transformando-o em uma loja de tecnologia. A qual, obviamente, eu indico do fundo da minha alma 🙂 .

Ah e eu fiz minha parte Ubisoft. Mais um pra coleção:

Abraços!